Um dos prémios mais evidentes foi, o cargo de Secretário-Geral. Aqui é caso para dizer que à terceira foi de vez, estava tudo preparado para que tivesse sido no congresso de Lisboa a passagem para o partido, depois foi o “grupo Geracional" que promoveu uma candidatura que acabou por não surtir efeito, acabou finalmente por chegar a hora do grande líder dar o lugar a quem tanto se esforçou por ele.
Estranho é, que aquele grupo geracional, que tanta questão fazia de poder ter candidatos, de lutar por um partido e um país melhor, que tanto nos tinha a ensinar de como se fazia política a sério, não tenha apresentado um contributo, uma ideia, uma palavra sobre a juventude portuguesa. Não apresentaram candidato agora, porque desta vez já tinham os lugares que lhes agradavam? Não apresentaram um documento porque talvez as ideias apenas sirvam como armas de arremesso quando é preciso criticar alguém que não nos agrada? No fundo, talvez porque as convicções não são perenes.
É, em suma, esta a JP que vamos tendo, uma JP disposta à guerrilha política, que anda ao sabor das marés, que não tem um critério definido, e que por isso mesmo, é cada vez mais pequena e fechada sobre si mesma.
É também isto que necessitamos alterar, queremos que um dirigente nacional que saia para o partido, assuma que quer sair da JP para desempenhar um cargo no partido, isso é louvável, não é louvável que saia porque utilizou a JP como força de campanha contra alguém, ou que antecipe um congresso da JP afirmando que era bom que o futuro presidente pudesse ir já ao congresso do partido como presidente. Precisamos de acreditar que o critério é igual para todos, que a política se faz com ideias e convicções!.
Queremos um trabalho com iMoção forte!
Tiago Antão